não se cobre tanto

agosto 14, 2017



só você sabe o caminho que está percorrendo. só você conhece as facilidades e dificuldades intrínsecas a ele. e só isso já é o suficiente para dizer o que está ao seu alcance ou não. se você tentou de tudo e ainda não deu certo, não se cobre tanto. a jornada não é só sobre o ponto de chegada, mas sim sobre saber aproveitar o caminho até lá, aprendendo, crescendo, criando, renovando, amando, sorrindo, vivendo.

p.s: lembrei como se usa isso aqui. foi mal o sumiço, pipou. acontece. :P
Nenhum comentário

{ abril | 2017 }

maio 22, 2017


olhei para as poucas fotos que fiz durante esse mês e pensei "eu só tiro foto de planta." kkkkkk
eu fiz muitas coisas em abril, mas não registrei nem 1%... quando eu pensava em pegar a câmera pra tirar foto, vinha um sentimento esquisito -quase como alguém dizendo: "pare um pouco e apenas viva isso."
apenas viver: será que a gente ainda sabe fazer isso?
não me entenda mal, eu sou uma grande defensora de compartilhar suas felicidades e lutas diárias por onde você quiser! mas pare e pense: se de hoje em diante dissessem que você não pode mais compartilhar nada e apenas viver aquilo, o que você sentiria?

a alegria que tenho não vem do fato de mostrar o que eu vivi, pelo contrário; ela vem do viver e saber que aquilo é real, para depois compartilhar. entendem a diferença?
as redes sociais não são vilãs em nossas vidas. mas a maneira com a qual as utilizamos, descontrolada e freneticamente, muitas vezes mostrando algo puramente montado, rebaixa o nosso viver ao vício de ter uma imagem impecável e irreal. e isso, é algo devastador.

querida humanozíneo que está lendo esse post, a vida é bem mais do que um perfil de rede social. só queria lembrar você, porque eu já cheguei a esquecer isso.






foi bom te ter por aqui, apesar de você não ter sido nada fácil, abril.
{você foi tão osso duro que só criei forças pra falar sobre você na metade de maio. #sadbuttrue}
7 comentários

e a vida, como anda?

abril 16, 2017


ela anda sendo vivida.
os dias tem sido um tanto cinzentos por dentro de mim faz um tempo. e não leia isso como algo ruim, pois eles são tão essencialmente necessários quanto os dias ensolarados -e estes, por sinal, também não sumiram. só se tornaram mais escassos, e da mesma forma, mais reais e valorosos.

o blog andou bem parado. desde fevereiro, só teve um post por aqui. e agora eu vou tentar explicar o porquê disso.

"qual é o meu objetivo na internet?"
foi o que me peguei pensando logo no início do ano, quando aquele clima de repensar todos os seus hábitos tá bem forte. quando eu comecei essa lugarzinho aqui no mundo online, tudo era bem claro. e assim como no instagram, na tentativa de me igualar a grandes blogueiras, eu me perdi. -sad, i know.

isso se deve muito ao fato de que eu tinha pouquíssimas referências de blogueiras com a mesma visão que eu. na antiga falta delas, eu acabei por tomar as pessoas erradas como inspiração. o resultado disso? uma frustração que eu não sabia de onde vinha, porque eu sentia que algo estava errado, que aquilo mais parecia uma cópia do que um produto original feito por mim. tudo parecia muito montado, e nada era real.

eu gosto muito do som que as teclas do meu notebook fazem quando eu digito um post. gera a mesma sensação de quando a gente sente o cheiro do bolo da nossa mãe assando, ou do quentinho que faz dentro do edredom em um dia frio. é confortante. e é isso que eu quero passar pra quem chega aqui: a simplicidade de um lar onde a gente se sente bem, pra sermos quem quisermos ser. sem rótulos, sem tendências, sem porquês, apenas ser. e acreditem: em um mundo de influenciadores digitais, isso tá cada vez mais raro.

então, leitor que chegou até esse parágrafo, saiba: esse blog é uma casa, não uma vitrine. você aqui é livre pra ser e sentir o que quiser. não quero te influenciar a nada, longe de mim. aqui apenas compartilho, e você absorve apenas o que desejar.

espero que alguém por aí me entenda, hehehe.
6 comentários

{ março | 2017 }

março 31, 2017


escutando essa música talvez você aproveite melhor a leitura desse post. :)
(obs: as fotos estão no final. mas ler o texto talvez te acrescente algo.)



março, eu aprendi muito e de diversas formas com a sua estadia por aqui.
aprendi que pra qualquer coisa que sonhamos, precisamos abrir mão de algo: do tempo. de se importar tanto com ele, de querer controla-lo e fazer com que ele funcione como nossos desejos imediatistas dizem. no caminho até algo que queremos muito, não podemos deixar de aproveitar a fase que estamos. no momento em que sua vida se torna apenas uma espera pelo próximo mês, ou ano, ou "x" acontecimento, você perde o melhor dela, que sim, tá batido mas eu vou dizer: está nos pequenos momentos. não perca isso. transforme cada dia em um sonho, apenas por poder vive-lo com gratidão.

março, eu ganhei um livro que queria muito. e mesmo o querendo tanto, não imaginava que ele chegaria tão de surpresa, e mudaria tanto em mim. o último livro que fez isso eu não consegui mais desgrudar.

março, fiz as primeiras provas no meu último ano escolar. tenho tentado aproveitar ao máximo o ambiente escolar, me lembrar das sensações e tudo mais, porque sei que a faculdade irá ser completamente diferente, e o trabalho também. apesar de estar me preparando pro vestibular, tenho tentado não pensar tanto nele, pra não acabar transformando-o em um dragão de sete cabeças. saiba sempre: você não é o que um sistema educacional desigual e injusto diz.

março, me livrei dos padrões que impus a mim mesma.
nesse mundo de influenciadores digitais, eu quero ser uma pequena ilha, e quem aportar aqui irá encontrar apenas uma garota compartilhando as pequenas coisas de sua pequena vida. quero viver com a mesma simplicidade e desapego a coisas terrenas que meu Mestre um dia também viveu.

março, você foi chuvoso. muito. tudo o que não chovia há anos, você fez chover. sofri pra sair do meu edredom quentinho as 6 da manhã. fiquei muito em casa por conta disso, mas isso pra mim não é problema hehehe.

março, eu aprendi que o ódio é sempre uma escolha. mesmo que alguém faça algo muito ruim a você, é sua escolha odiar aquilo. você NÃO precisa revidar ódio com ódio. aprendi a olhar com olhos de amor a quem me odeia, a orar por essas pessoas e a não permitir que meu coração se torne igual ao delas. (fato interessante: 100% das pessoas que dizem me odiar, não me conhecem pessoalmente e nunca tiveram 1 conversa comigo. de onde surgiu tanto ódio gratuito? eis a questão.)

março, eu voltei com o document your life no canal. me senti feliz, porque ainda que não pareça, naquele 1 minutozinho de vídeo, contém muito sentimento.

ah março, eu agradeço a Deus por permitir que eu tenha uma vida tão cercada de privilégios. agradecerei ainda mais, se estes privilégios me forem tomados por quem os deu, pois sei que a Ele o controle de tudo pertence. mas peço, por favor, que Ele volte logo e que eu, de alguma forma, esteja pronta pra receber meu Rei.





{ be grateful every time. }
7 comentários

{ fevereiro | 2017 }

março 04, 2017


Oi, pipou! 😊
Tô vindo aqui tirar a poeira do blog pra mostrar como foi esse mês de fevereiro. Passou mais rápido que imaginei, e agora em março irá passar mais ainda (mês de provas é sempre assim!). Foi um mês lindo na medida de como a vida segue, né? Seguimos aprendendo a enaltecer os detalhes e a permitir que eles gerem alegria dentro de nós.







01. É só começar a chover que o chão da varanda da minha casa fica lotado dessas florzinhas. Um charme só.
02. A prateleira mais fofa que eu respeito. Mudei algumas coisinhas nela esse mês e gostei bem mais assim. 💙
03. Outra mudança por aqui: luzes na janela pra deixar mais aconchegante. Adorei!
04. Essa foto é tão especial pra mim. Nesse momento eu não sabia que meu namorado estava tirando foto, então sim: esse sorriso é 100% espontâneo. Eu estava sorrindo porque ele tinha dito que eu era linda. Um celular velhinho com câmera de 5mp, mas que conseguiu registrar algo doce e verdadeiro. Virou minha foto preferida.
05. Outra ideia de pinterest que eu apliquei no quarto. Polaroids + washi tape, e deu nesse amorzinho de decor. Juntei com luzinhas e pronto, não precisa de mais nada. Além de decoração, tenho lembranças lindas a distância de um olhar.
06. Um dos registros feitos durante o feriado de carnaval, indo pra piscina. A clássica foto de pezinhos que já faço a anos não podia faltar.

Nota sobre uma lição aprendida esse mês:
A vida adulta -com todas as suas responsabilidades e afins-  tira do ser humano a melhor das suas capacidades: a de sonhar. Todos ficam com a mente tão fechada no ter e sobreviver, que esquecem sonhos e costumes antigos. A vida se torna pesada e cansativa. Sentimentos são coisas raras. O tempo é dinheiro, e só. 
Uma promessa que fiz pra mim mesma, é que não quero me tornar mais uma desses robôs que esqueceram o sonhar. Pior ainda: nunca conheceram o realizar. Eu quero escolher a alegria, ainda que eu mesma tenha que produzi-la, porque é claro que ela não estará em todos os lugares sempre. As vezes precisamos tirar do fundo de nós mesmos.

Fiquem com Jesus e até o próximo post. 💕
3 comentários

{ janeiro | 2017 }

fevereiro 02, 2017


Oi, pipou! 😊
Lá se foi o primeiro mês de 2017! Choveu muito e assumo sem hesitar: teve muita preguiça por aqui. hehe Massss, fevereiro chegou e com ele as aulas, né? É. Cabou férias, cabou amô.
Fotografei e produzi quase nada esse mês, porque como disse, tirei folgas mesmo. E quando se trata de conteúdo aqui pro blog, prefiro mil vezes qualidade do que quantidade. Espero que gostem das fotinhas que resumem esse mês.






01. Nesse mês, como eu já disse, eu estava de férias. Houveram vários dias em que eu virei a madrugada (isso faz mal pro corpo e bagunça seu relógio biológico, não recomendo!) vendo séries e filmes. Ok, eu sei, não deveria. Mas fiz, fazer o que, né? Agora só nas próximas férias pra aproveitar assim de novo.
02. Uma polaroid registrando o tanto de suculenta que tem no meu quintal. Existe plantinha mais fácil de cuidar que essa? <3
03. Uma ideia de pinterest que tirei do papel. Comprei esse globinho por 5 golpinhos, pintei e ~tentei~ fazer um lettering bem fofo nele. Apesar de não ter ficado 100%, eu amei. Essa é a frase que define a fase da minha vida agora: choose joy, ou 'escolha a alegria' em tradução livre. #melhorescolha
04. Selfiezinea só pra compartilhar minha felicidade em ver meu cabelo crescendo. Meus cachos são uma aventura que ainda estou aprendendo a lidar, sendo sincera. Tem dias que eles estão maravilhosos (a exemplo o dia dessa foto hehehe) e em outros eles estão com 0 vontade de serem cachos. Mas seguimos firme num caso de amor verdadeiro.
05. Essa foto não é de 2017, mas a escolhi só pra ressaltar que agora o blog tem ✨duas✨ categorias novas: resenhas e receitas!

E essas fotinhas resumem bem como foi meu janeiro por aqui. E o de vocês, como foi?

Fiquem com Jesus e até o próximo post. ❤
5 comentários

toda luz que não podemos ver | Anthony Doerr

janeiro 30, 2017



A vida pode encontrar diversas maneiras de ser surpreendente. Em alguns casos, surpreendentemente singular.

Imagine-se adolescente e cega, na França em guerra de 1939-1945. Seu pai é funcionário do museu, e construiu pra você uma maquete de todo o bairro para que você consiga aprender caminhos e ser mais independente. De repente, você precisa deixar o seu lar e a realidade que você conhece para fugir da ocupação alemã, com seu pai carregando secretamente uma preciosidade do museu. Em contra partida, nas minas da Alemanha, vive um pobre garoto órfão que com seu talento em mecânica consegue uma bolsa de estudos e logo um cargo no exército alemão. Dois lugares, duas pessoas, dois corações que acabam por se cruzar de uma maneira singela e curta.

Um livro assim pode até soar previsível. Duas pessoas "azaradas" pelas condições da vida, que vivem de maneira diferente e enxergam o mundo de maneira diferente, se esbarram e acabam por se encantar um pelo outro. Potencial pra ser "só" mais uma história de romance não falta, né? Mas isso não é o que você vai encontrar nesse livro.

A escrita do autor é leve e fluida, alternando bem entre a Marie-Laure e Werner. Pode ser cansativa em alguns momentos pra quem não gosta muito de história, pois é impossível escrever um livro vivenciado na segunda grande guerra sem tocar em fatos verídicos pra validar situações e argumentos. O autor não dá aula de história em nenhum momento, mas você irá compreender muito melhor o livro se possuir uma boa noção do que aconteceu naquele período.



Quando perdi a visão, Werner, as pessoas disseram que eu era corajosa. Quando meu pai foi embora, as pessoas disseram que eu era corajosa. Mas não era coragem; eu não tinha escolha. Acordo todos os dias e vivo minha vida. Você não faz a mesma coisa?

Eu poderia falar muito mais sobre os personagens, mas não irei fazer isso pois acredito que tiraria a mágica por trás dessa história maravilhosa. Quando o peguei pra ler, eu havia lido apenas a sinopse. Então, tudo o que aconteceu foi uma completa surpresa pra mim, e espero que também seja pra você.

Lembra que eu disse que a vida poderia ser surpreendente? Pois bem, esse livro consegue ser surpreendentemente lindo, mesmo nos fazendo vivenciar condições terríveis. Toda luz que não podemos ver nos mostra o amor de uma maneira que não costumamos ver, o amor inocente e que acaba guardado pra si mesmo por não ter tido a oportunidade de florescer, mas que não deixa de ser amor.



Até o próximo post, pipou. ❤
5 comentários

sobre voltar a rotina

janeiro 20, 2017


2:32 da madrugada. A vontade de escrever algo superou a curiosidade de terminar mais um episódio da série que estava vendo. É aquele momento que a ficha cai e você pensa: "segunda as férias dão adeus e a rotina volta." Um suspiro. Será que vai ser tudo igual ao ano anterior? Será que vou conseguir me superar dessa vez? Será que os planos vão dar certo, que vou conseguir cumprir meu propósito nessa terra? Ou será que vai dar tudo sempre na mesma? Não sei. E ó, vou logo avisando: sou uma das pessoas mais indecisas que você vai ter o prazer de conhecer por aqui. Partindo disso, não se assuste quando digo que cada pequena decisão é uma batalha de horas na minha mente.

Apenas pouco mais de 15 dias e já nos acostumamos outra vez. 2017 já soa como algo normal, janeiro já está voando pra longe e ainda não comecei tanta coisa. E a gente tenta se acalmar, dar uma dose de "deboisse" pro cérebro dizendo: relaxa que semana que vem os exercícios vão estar em dia, o refrigerante banido, os estudos organizados e as séries também. Do dia 1 pra cá, foram 19 dias em que eu disse isso. Suspiro.

Então, isso é mais uma nota pra mim mesma que talvez também sirva pra você: não espere a segunda pra começar. É uma cilada. Quando você piscar vai ser a segunda de fevereiro, agosto, outubro e então 2018. E tudo de novo. Não dá.

A verdade é que, não quero que o tempo me roube isso aqui. Que a fase adulta tome minha inspiração, minha singularidade, meu amor pelos detalhes e o desejo de registra-los pela escrita e pela fotografia. Não vou permitir que isso morra. Anotem: posso ter 20 ou 50 anos, vou continuar escrevendo pra cá e fotografando. Porque o bom da vida é justamente isso aqui.

Mas a coisa mais importante que eu tenho pra te dizer, é que Deus tá no controle de tudo. Não deixe de ter essa certeza gravada no seu coração. O mundo pode virar o giro de uma montanha russa de repente, mas não se esqueça: Ele está lá, com você e por amor a você.

E por favor, não deixe seus sonhos morrerem. Nada te impede de correr atrás deles, seja sua idade, suas condições ou o que os outros pensam. Seja você.

Fiquem com Jesus e até o próximo post. ❤

Um comentário
© Agridoce Vida - Todos os direitos reservados. • Maira G.